Olívia Natalina de Farias Ferreira, liderança da Comunidade Quilombola do Engenho Arquenio, localizada no município de Baião, no Pará, celebrou uma vitória paradigmática ao ser aprovada em primeiro lugar no curso de Direito da Universidade Federal do Pará (UFPA).
A aprovação ocorreu por meio do Processo Seletivo Especial (PSE) Indígena e Quilombola, um mecanismo que democratiza o ingresso em instituições públicas de ensino superior para grupos historicamente marginalizados.
O anúncio da conquista veio à tona em 21 de janeiro, quando Olívia compartilhou nas redes sociais um vídeo comovente que rapidamente ganhou tração viral.
Nele, uma voz narradora introduz a cena com entusiasmo: “Olha a filha dele que passou em primeiro lugar, direito na federal. Filha de trabalhador agricultor rural, filha da quilombola preto e faz sua feita na Federal agora”.
Em seguida, o pai de Olívia, o agricultor Vasco Ferreira, conhecido como Vasquinho, expressa sua emoção em um relato tocante, abraçando a filha enquanto ela segura um cartaz improvisado com a inscrição “Direito UFPA 1º Lugar”.
A repercussão do vídeo, compartilhado inicialmente por perfis como @lazarorosa25 no X (antigo Twitter) nesta terça-feira (27/jan), transcende as fronteiras locais, inspirando debates sobre inclusão social e o papel das cotas étnico-raciais.
O pai declara: “É minha querida! Tudo aquilo eu imaginei é um sonhos da vida sendo realizado por conta disso não sei o tamanho felicidade que eu sinto nesse momento de ter sido retribuído por vocês. Vocês estão retribuindo tudo aquilo, o que sempre imaginei um dia. Eu e a tua mãe não estamos muito para chegar esse momento. Eu sei que você compreenderam tudo aquilo que a gente lutou pra isso. E eu tenho dúvida do quê? Você vai muito longe! Você é uma pessoa inteligente, uma pessoa especial. A filha aqui vocês sabem retribuir aquilo que os pais fizeram por vocês. Obrigado minha filha!”.
Assista ao vídeo aqui: https://x.com/lazarorosa25/status/2016281584668704777/video/1
A narrativa familiar ressoa profundamente, ilustrando não apenas o orgulho paternal, mas também o culminar de uma trajetória marcada por obstáculos superados.
Conforme reportado pela Revista Cenarium, Olívia enfatizou o papel pivotal da família e da educação em sua jornada, afirmando em publicação exclusiva: “Hoje faço essa mensagem porque vivi uma das maiores conquistas da minha vida”.
A mesma fonte destaca que a jovem, filha de um parceiro comunitário, representa um símbolo de empoderamento para as comunidades tradicionais da Amazônia.
Complementando essa perspectiva, o Estado do Pará Online relata que a aprovação de Olívia integra um contexto mais amplo de inclusão, com o PSE oferecendo 764 vagas para indígenas e quilombolas no processo seletivo de 2026, conforme divulgado pelo O Liberal em cobertura do “Listão” da UFPA.
Exclusivamente nessa publicação, menciona-se o orgulho da juventude quilombola em fazer história, reforçando o impacto transformador do programa.
Paralelamente, a Agência Pará, órgão oficial do governo estadual, celebra aprovações semelhantes em outras comunidades, como a Quilombola do Abacatal em Ananindeua, onde quatro estudantes de escolas públicas ingressaram na UFPA.
Embora não diretamente ligada a Olívia, essa informação exclusiva sublinha o fortalecimento das políticas educacionais pelo Governo do Pará, que investe em preparação para vestibulares, ampliando o acesso ao ensino superior e fomentando a equidade.
No Portal Debate, destaca-se como essas conquistas desafiam narrativas de exclusão, promovendo um Brasil mais plural e justo.
Essa história ilustra o potencial latente nas periferias rurais e tradicionais e evidencia como investimentos em educação podem catalisar mudanças sistêmicas, alinhando-se aos princípios de experiência coletiva, especialidade em políticas afirmativas e autoridade institucional.




