Onde o território é um local coletivo de resistência contracolonial, pertencimento e afirmação de identidade, e os corpos são expressão de luta e legado ancestral.


O que contempla:

  • Quem são os Povos e Comunidades Tradicionais e Povos Originários: sua definição, legislação, localização e os segmentos que se autorreconhecem atualmente, incluindo os povos negros (quilombolas) e os praticantes das religiões de matrizes africanas, que também constituem espaços fundamentais de resistência e preservação cultural. Essas comunidades enfrentam, de forma única, o processo histórico de resistência ao racismo, ao colonialismo e à marginalização social, reafirmando suas culturas e crenças como elementos de fortalecimento identitário.
  • Estratégias para a permanência dos segmentos tradicionais e originários em seus territórios: questões ligadas à reforma fundiária, como demarcação, certificação e titulação.
  • Conflitos latifundiários e impactos de atividades econômicas relacionados ao agronegócio, mineração, extração de madeira e a criação de gado em terras tradicionalmente ocupadas que afetam diretamente comunidades indígenas e quilombolas.
  • Crise Climática: fatores que estão ocorrendo e que impactam de forma desproporcional as populações mais vulneráveis, como os povos de matriz africana, indígenas e ribeirinhos, que são os principais guardiões do meio ambiente.
  • Vozes indígenas, quilombolas, ribeirinhos, periféricas e de terreiro.
  • Legislações nacionais e internacionais que garantam os direitos fundamentais dos Povos Originários e das Comunidades Tradicionais, incluindo os quilombolas e as pessoas negras e periféricas, considerando os impactos das políticas públicas e os retrocessos legislativos.

Palestra de juiz abre incubadora de projetos voltada para negros no DF

O Planetário de Brasília receberá, na próxima quinta-feira (11/1), às 19h, uma palestra ministrada por Fábio Esteves, juiz do Tribunal de Justiça do DF e Territórios e professor da Escola de Magistratura do Distrito Federal. A participação do magistrado abre a programação da Incubadora Igualando Oportunidades — que oferecerá seis meses de acompanhamento de novos projetos e ideias para pessoas…

Incra titula território quilombola em Serrano do Maranhão

A publicação determina, ainda, o início do processo de análise para reconhecimento dos agricultores familiares remanescentes de quilombo como beneficiários Programa Nacional de Reforma Agrária. Com a criação do assentamento, a partir do mapeamento da Superintendência Regional do Incra no Maranhão e da autorização da Diretoria de Desenvolvimento e Consolidação de Projetos de Assentamento, as…

Fundador do Movimento Negro Unificado, ex-deputado Luiz Alberto morre aos 70 anos

Natural do quilombo Baixa do Guaí, no Recôncavo Baiano, Luiz Alberto dedicou sua carreira a lutar pelos direitos da população negra. Antes de ingressar na política formal, trabalhou como vigilante e técnico químico na Petrobrás. Como sindicalista, atuou como Secretário-Geral do Sindicato dos Petroleiros(BA), de 1990-1991, e Diretor do Sindicato Único dos Químicos e Petroleiros…

COP28: líder quilombola aborda falta de espaço e integração

Enquanto muito se fala sobre a necessidade de ter uma transição climática justa para todos, apenas dez quilombolas brasileiros conseguiram estar na COP28, a Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas, em Dubai. “Estamos presentes, mas isto não significa que estamos participando ativamente pela falta de um representante nas decisões oficiais e na construção de políticas”, diz Selma Dealdina, secretária executiva da…

Pai de santo denuncia intolerância religiosa e invasões a templo em Capão Bonito

Um líder religioso registrou boletins de ocorrência após ser alvo de intolerância religiosa, ao longo dos últimos meses, em Capão Bonito (SP). Segundo o responsável pelo terreiro de candomblé – religião de matriz africana -, os ataques incluem invasão de propriedade, calúnia, perturbação, ameaças, perseguição e vandalismo. O último caso registrado pelo pai de santo Murilo…

Governo assina decreto que institui Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola

Estruturada em cinco eixos (integridade territorial, usos, manejo e conservação ambiental; produção sustentável e geração de renda, soberania alimentar e segurança nutricional; ancestralidade, identidade e patrimônio cultural; educação e formação voltadas à gestão territorial e ambiental e organização social para a gestão territorial e ambiental), a PNGTAQ tem previsão orçamentária de mais de R$ 20…